A adolescência e a família

Foi oferecido aos pais de alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, no dia 04 de setembro (quarta-feira), uma roda de conversas coordenada pela psicóloga da escola  Eliana R.  Rocha, com colaboração da estagiária Julia Oliveira da Cunha. O tema norteador do encontro foi a "adolescência e a família", e a partir das dúvidas colocadas pelas mães, foi sendo debatido as melhores formas de lidar com essa fase pela qual os filhos/alunos estão passando. A psicóloga iniciou explicando que a adolescência é uma fase intermediária entre a infância e a vida adulta, em que ocorrem mudanças físicas (puberdade), psíquicas (forma de pensar) e comportamentais. Neste período, os adolescentes passam por uma "crise de identidade", além de luto pela perda de privilégios da infância, mudanças físicas importantes, preocupação com a escolha de uma profissão, entendimento das questões financeiras, aumento de responsabilidades, enfim, diversas situações e dificuldades das quais não tem completa certeza das possibilidades que virão, gerando muita ansiedade, oscilações de humor e apreensão. Uma das dúvidas apresentadas foi então "qual o papel da mãe (e/ou da família) nesta fase?" Neste sentido, foi colocado que é muito importante permitir que o adolescente tenha seu espaço para entender e assumir gradativamente sua nova identidade, porém observar e estar sempre pronta a dar o suporte necessário. Também foi colocado que OUVIR é uma habilidade fundamental neste momento, ainda mais importante do que apenas orientar, é preciso ser compreensivo para ser eficaz na orientação, conversar com os filhos acerca das preocupações deles é importante, inclusive sobre questões da sexualidade. Além disso, a psicóloga explicou que nesta fase os adolescentes encontram-se emocionalmente desorganizados e isso reflete em sua vida geral, e por esta causa, se faz importante a implementação e cobrança de uma rotina, para nortear as atividades e os momentos de "folga" dos filhos adolescentes. Como encerramento, a psicóloga lembrou a importância da família na vida do adolescente, mesmo num momento que “aparentemente” ele se mostra mais afastado, e a importância de reforçar comportamentos adequados, por exemplo, elogiando pela boa nota que obtiveram em alguma disciplina, ao invés de focar apenas na crítica pela nota baixa. Portanto, para o adolescente, os limites são importantes, mas estímulos positivos verdadeiros também devem compor o repertório familiar. Texto: Julia Oliveira

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